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Injeção Intravítrea, para que serve?

A primeira injeção intravítrea (cavidade interna do olho) foi utilizada em 1991 pela primeira vez, na ocasião, o propósito dela era utilizar AR para reposicionar a retina descolada. Posteriormente com estudos e pesquisas mais avançados da indústria farmacêutica as injeções intravítreas ganharam ainda mais espaço e, hoje em dia, há diversas medicações que podem ser utilizadas para uma variedade de doenças. Os pacientes candidatos a realização de injeções intravítreas devem ser avaliados por um oftalmologista experiente, preferencialmente especialista em retina, para que o procedimento seja realizado com sucesso. O retinólogo irá avaliar a história clínica do paciente e os exames oftalmológicos de imagens tais como a retinografia tomografia de coerência óptica, angiofluoresceinografia para julgar a necessidade ou não de injeção intraocular para o adequado tratamento. Há vários tipos de medicamentos disponíveis para injeções intravítreas tais como gás (C3F8, SF6), antivirais, antibióticos e mais comumente os antiangiogênicos e os corticóides de liberação lenta ou não. É muito importante que o médico oftalmologista avalie o paciente, estabeleça um diagnóstico preciso, desenvolva um plano terapêutico (tratamento) e determine a necessidade de novas injeções, ou não, observando a resposta ao tratamento através da avaliação da função visual, e exames complementares de imagens como a retinografia e principalmente a tomografia de coerência óptica (OCT)

Quais doenças podem ser tratadas com injeção intravítrea?

 Algumas doenças sistêmicas podem ter consequências nos olhos e, portanto, necessitam de tratamento local (nos olhos) afim de controlar os danos, diminuir a progressão ou até mesmo restabelecer a visão. As doenças com acometimento ocular devido a condições sistêmicas também devem ter um acompanhamento clínico rigoroso para melhores resultados com as injeções local. Algumas outras doenças exclusivas dos olhos também podem ser beneficiadas com as injeções. A seguir são exemplos de algumas condições que podem ser tratadas com injeções: 

Degeneração macular relacionada à idade na forma úmida (exsudativa);

– Retinopatia diabética proliferativa;

– Edema macular diabético;

– Oclusões vasculares da retina;

– Hemorragia submacular;

– Algumas Uveíte;

– Edema macular cistóide;

– Vasculopatia Polipoidal da Coróide;

– Membrana neovascular da coróide secundária a múltiplas doenças da retina (Corioretinopatia Serosa Central, Alta miopia, Estrias Angióides e outras);

– Retinite por citomegalovírus;

– Endoftalmite.

– Descolamento de retina (em determinados casos com utilização de gás)

O que eu posso sentir após a injeção intravítrea?

O procedimento, na grande maioria dos casos, é rápido, eficaz e muito seguro. Instantes após o procedimento pode ser observado uma mancha na visão que pode ser percebido de diversas formas pelos pacientes, alguns relatam pequenos pontos pretos, outros relatam a sensação de observar uma imagem em formato de uma moeda, enfim, pode ser variável. Um discreto ardor ao redor dos olhos também pode ser sentido. O procedimento não necessita de internação portanto, o paciente pode retornar para casa com os devidos cuidados, respeitando o repouso adequado e, em determinados casos, utilizar o colírio prescrito pelo médico.

O Procedimento é seguro?

Felizmente, complicações relacionadas com a aplicação de injeções nos olhos são muito raras tornando o procedimento extremamente seguro. Porém, alguns sinais de alerta são importantes de serem informados para que caso o paciente sinta alguns desses sintomas ele deve entrar em contato com o médico oftalmologista assistente o mais breve possível, são eles: –

Dor forte e muito desconforto no olho;

– Visão progressivamente embaçando;

– Muita sensibilidade à luz.

Espero ter esclarecidos suas dúvidas e para maiores informações pode deixar seu recado ou entrar em contato conosco.

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